– Novo Hamburgo, 17/04/17 – 

O movimento popular se cria e alimenta muito mais pela necessidade do que pelos projetos de poder – pessoais ou coletivos – de um ou outro. Exemplo taí: fui à Farmácia Popular, hoje de manhã, e uma senhora me pediu pra aderir a um abaixo-assinado contra a extinção das Farmácias Populares (mais um dos pequenos objetivos do golpismo que vem sendo obedientemente encaminhado pelo ilegítimo Michel Temer.

Assinei com gosto. E ela ainda me deu um panfleto – o da foto aí de cima – chamando o povo para ligar para o SUS, número 136 e manifestar opinião contra o fechamento das farmácias populares em todo o país. Eu vou ligar. E acho que nós temos todos que entupir o 136 de mensagens bem incisivas, reclamando e conclamando o povo pra luta.

É bom pensar um pouco, porém: quem vai primeiro ouvir estas gravações são funcionários do Ministério da Saúde – servidores públicos, trabalhadores – que também estão sendo prejudicados e ameaçados pelas estrepolias irresponsáveis do governo golpista.

Então, cada ligação pode ser mais do que um mero registro estatístico de reclamações contra a destruição de mais uma conquista popular para engordar o complexo econômico da saúde e medicamentos. Pode ser também um chamado de trabalhador(a) para trabalhador(a).

Você pode convidar para a greve geral do dia 28, por exemplo.

Vejam que o folheto que recebi não tem assinatura. Não é por ser apócrifo. Não fala mal de ninguém. Não acusa ninguém. Só alerta para o fim da Farmácia Popular. É uma iniciativa de quem se ligou que precisa reagir.

O povo tá se ligando. Estou falando do povo concreto, real. Das pessoas aqui da cidade que vão ser duramente prejudicadas com o fim da Farmácia Popular. E estão reagindo.

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