– Novo Hamburgo – 14/04/17 –

Pego a netinha de voz (e mente) cristalina no colo e ela aproveita para inventar uma brincadeira. Agita os braços, como se fossem asas, declara que é um passarinho e pede para voar pela sala.

Claro que eu aproveito para brincar também. Vovôs costumam adorar estas oportunidades.

Lá pelas tantas, ela decide dar um “up” na fantasia e me pergunta:

– “e tu, vovô, que bicho tu quer ser?”

– … eu… vou ser um passarão!”

– Ah, vovô, assim não tem graça! Pássaros já tem na brincadeira! Inventa outra coisa…

– Tá bem. Então… então, vou ser um gorila.

– Nãããão, vovô! Gorila, não!

– Ué!? Porquê não?

– É que não tem gorila no meu coração.

Quase chorei. Um pouco por pena do gorila. E o resto de rir.

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