Novo Hamburgo – 07/03/17 –

Na boa, vocês já não estão cansados desta conversa de que a solução para o Brasil é a educação? É só conversa mesmo. Eu ouço isto desde que sou piá – e olha que isto faz muuuuuito tempo, coisa de meio século. Entra governo e sai governo e o quê, de fato muda?

Aí eu olho para o Colégio (não estou ligado no nome oficial, que deve ser Escola Estadual de alguma coisa) Senador Alberto Pasqualini, onde meu irmão estudou e era uma maravilha de escola técnica e… credo! Está se deteriorando!

Isto que está na lista dos prédios em processo de tombamento pelo Governo do Estado. Bem, o Palácio do Piratini não está nem aí para o patrimônio histórico. Basta ver como está a casa do herói farroupilha, Bento Gonçalves. Ou a sede do governo da segunda capital farroupilha, em Caçapava do Sul (tem até árvore crescendo sogre o telhado).

Mas, se cultura é besteira para um governo que só serve para pagar juros, pelo menos educação formal poderia ser importante. Aquele prédio poderia ser muito melhor aproveitado, mas é um perigo para alunxs e profes e trabalhadorxs que ainda estão lá.

Mas, não, educação também não é importante para um governo que só serve para pagar juros. Olhem só: em 1991, o governo do Estado tinha mais de 110 mil profes ativos em sua folha de pagamento. Hoje, são menos de 90 mil. Quer dizer, é difícil falar sério com estes governantes.

Vejam, a propósito, o artigo em que falo do desinvestimento em segurança pública ( https://carlosmosmann.wordpress.com/2017/03/05/o-tamanho-do-estrago-sartori-na-seguranca-publica/ ).

Tá bem, nos governos Collares, Olívio e Tarso o número não caiu. Vocês vão dizer que eu sou petista e por isto estou defendendo os governadores do meu partido – mas eu sou petista justamente porque um dos pontos positivos do PT é que pelo menos não desinveste em educação. Mesmo assim, nem mesmo estes conseguiram recuperar este prédio.

De qualquer forma, a gente insiste. Hoje (terça) às 19 horas, tem audiência pública na Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, exatamente sobre a situação do Colégio Pasqualini. Espero que fique lotado, que saia gente pelo ladrão.

É iniciativa do vereador Felipe Kuhn Braun (PDT) que, aliás, ao escrever sobre o assunto começa lembrando do compromisso de dois grande líderes trabalhistas, Leonel Brizola e Darcy Ribeiro, justamente com a educação. Aliás, o senador Alberto Pasqualini também era trabalhista!

Adorei, vereador! Dá um desânimo, pelo menos em mim que já sou um cara bem usado… mas não dá pra desistir. De repente esta gente acorda e pára de acreditar nas lorotas do grande jornalequismo e começa a olhar quem, na História deste país, investiu em educação, em saúde, no povo real… e quem gosta de acabar com a Previdência Social para “honrar” os compromissos da nação com o capital financeiro especulativo.

Anúncios