Fui ao debate de ontem, na Vila Iguaçu, sobre a Reforma da Previdência (na Escola Municipal Arnaldo Reinhardt). O pessoal do Comitê Municipal em Defesa da Previdência esperava mais gente. Eu já acho que foi um público muito bom, ocupando todas as cadeiras instaladas na quadra de esportes. Em torno de 50 pessoas, seguramente, sem contar o pessoal dos Sindicatos que organizou a conversa.

E o pessoal que foi sentiu o cutuco. Eles já sabiam que a tal Reforma da Previdência tinha um cheiro meio desagradável e viram que a coisa é muito pior. Vão ajudar a divulgar na vila, com certeza!

Vai aumentar o número de e.mails nas caixas eletrônicas dos deputados, avisando: “se votar a favor desta bandalheira, é bom não aparecer mais na vila” – no dizer de um dos participantes.

Vai aumentar a conversa nas filas de supermercado e banco, na saída do trabalho, no chimarrão…

Entre motoristas de ônibus e cobradores vai ter gente perguntando porque o Sindicato dos Rodoviários não se mexeu, ainda contra esta Reforma?

Vai ter mais gente querendo aderir à greve geral do dia 15.

O pessoal que está na organização da luta, porém, está preocupado. Queriam ter mobilizado mais gente. Faltaram pernas (e braços, e cabeças… e pescoços).

É, tem que ter coragem, sim! Uma das falas do evento foi para relatar o absurdo de ter sido concedido liminar impedindo a circulação de um folheto da CUT (Central Única dos Trabalhadores) sugerindo aos eleitores que enviassem e.mails aos deputados da base do governo federal.

Mas, com certeza, a organização popular vai se refazendo, com base nos interesses mais concretos e legítimos da população.

 

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