– Novo Hamburgo – 05/03/17 –

Tá assustado com as últimas notícias sobre nossa Segurança?…. tiroteio na Praça 20!… assassinato no Hospital…

Sinto dizer: vai ficar pior… muito pior!

O que o governo do Partido do Rio Grande (ou seria o PMDB do Sartori?) está fazendo com a Segurança Pública deste nosso Tumelero Grande do Sul pode ser medido por alguns números verdadeiramente impressionantes.

Do início de 2015 ao final de 2016, diminuiu em cerca de 2.500 o número de policiais militares atuando no Rio Grande do Sul.

Isto corresponde a mais de dez por cento da força pública, hoje reduzida a um efetivo de pouco mais de 20 mil (20.551, segundo levantamento dos economistas Rober Iturriet Ávila e João Batista Santos Conceição, da Fundação de Economia e Estatística).

Façanha igual a esta, nenhum outro governador gaúcho foi capaz de igualar. O número de policiais militares vem diminuindo desde 1991, quando eram mais de 25 mil. Com a chegada de Sartori ao governo a queda se acelerou dramaticamente. Mais de metade da perda ocorreu nestes dois últimos anos.

Pior que está havendo outra redução, ainda um pouco mais acentuada e de consequências muito mais trágicas a médio prazo: o número de trabalhadores e trabalhadoras na educação pública estadual (mais de 110 mil em 1991) caiu para cerca de quase 100 mil até 2014. Agora está em menos de 90 mil.

Observo ainda que, o número de policiais e educadores diminuiu, mas, no mesmo período, a população aumentou, em 23,5 por cento.

Ou seja, o prejuízo é ainda maior. Para manter a mesma proporção de 1991, o número de policiais, hoje, deveria estar em mais de 30 mil. O déficit, calculado com base neste critério, é de 10 mil. Tínhamos 2,8 brigadianos por mil habitantes. Hoje, temos apenas 1,8 por mil.

A expressão gráfica desta diferença você pode ver na ilustração principal deste artigo. O tamanho da Brigada Militar frente ao crime é quase metade, agora, do que era em 1991.

Na educação pública, o Estado deveria estar contando com quase 140 mil educadores. O déficit é de quase 50 mil.

Interessante observar que esta redução não é uniforme.

Nos governos de Alceu Collares (91 a 94), Olívio Dutra (99 a 2002) e Tarso Genro (2011 a 14), a tendência era oposta, de ampliação do número de servidores, conforme mostra o gráfico do estudo dos dois economistas.

grafico-servidores

No governo de Rigotto (03 a 06), os números ficaram estáveis.

No de Yeda (07 a 10), houve redução, mas não tão drástica.

Não por coincidência, as grandes reduções aconteceram nos governos Britto (95 a 98) e, agora, Sartori.

Por força da manipulação de informações promovida constantemente pelo grande jornalequismo, muita gente bate palmas quando ouve falar em redução do número de servidores públicos. Agora, porém, o povo gaúcho está sentindo na carne o que isto significa para a vida real. Ou acaso alguém não está sentindo os efeitos da redução do efetivo da Brigada?

Pois preparem-se: vai ficar muito pior. O efeito da redução do número de educadores é ainda mais devastador, mas será sentido a mais longo prazo.

Para mais informações, acesse o link:

http://carta.fee.tche.br/wp-content/uploads/2017/02/20170214drope-6-grafico.png

Obs 1.: Nem todos os dados neste artigo são do estudo dos dois economistas citados. A evolução do número de policiais e educadores é estimativa minha, a partir das proporções expostas no estudo citado. As reduções no quadro de policiais e educadores, porém, foram proporcionalmente maiores do que a do conjunto dos servidores.

Infelizmente, a realidade é ainda um pouco mais cruel do que meus cálculos conseguem indicar.

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