Novo Hamburgo –
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Eh eh eh! O Alex Glaser, além de excelente fotógrafo, é um bom amigo. Me mandou esta foto, do último sarau do Cruzeiro. Acho que, neste dia, eu estava usando uma camiseta amarela. E ele deve ter pensado: “Bah! Não vou deixar este cara parecendo “coxinha”. Melhor publicar em preto e branco. Valeu, Alex!…
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É só brincadeira mas, na real, ninguém precisa ter medo de usar camiseta amarela porque “petralhas” e outros “esquerdopatas”, ao contrário do que se imagina, não tem o costume de apedrejar quem anda de camisa amarela.
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Já quem anda de camisa vermelha que se cuide!
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Mesmo assim, pra mostrar que a civilidade ainda tem chances, devo lembrar uma história, ocorrida comigo em 2004, no dia em que Tarso Genro perdeu as eleições municipais de Porto Alegre para o Fogaça.
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Apurados os primeiros resultados, eu e a Salete – que estávamos lá, ajudando a fazer visual em favor do PT – embarcamos no carro para voltar a Novo Hamburgo. Mas deixamos as bandeiras desfraldadas.
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Motorista atento uma barbaridade, quando vi, entrei na rua, de mão única, onde os peemedebistas comemoravam sua vitória. Não tinha como dar ré. Tínhamos que atravessar a multidão de peemedebistas.
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Falei pra Salete: Não recolhe a bandeira que é pior! E seguimos em frente… um cheiro de intestinos ameaçava infestar o ar… e a multidão, respeitosamente nos deu lugar (talvez com medo de que o petista maluco acelerasse pra atropelar alguém, mas ninguém veio por trás para quebrar bandeiras e vidros do carro.
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Alguns gritaram ofensas. Alguns aplaudiram a coragem.
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Naquele tempo os confrontos já eram duros. Fosse hoje, porém, não sei se eu estaria escrevendo.
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Amanhã, quem sabe…
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… quer saber? Boa parte da minha esperança reside exatamente nestas iniciativas de fato civilizatórias, que estão se multiplicando pela cidade (e muitas outras, como Porto Alegre, com eventos absolutamente geniais, como o “Desapego de Livros”): Feira Viva, Casa da Praça, Sarau do Cruzeiro, Feiras do Livro Independentes, Coletivos vários… pra vocês, do Homem Arara:
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“A lei da vida foi escrita com uma pena de urubu
e tinta roxa, extraída do veneno da urutu.
Mesmo assim, a gente canta, em desfio a belzebu –
Viva eu e viva tu! Viva o rabo do tatu!
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“Viva eu, a Marinês, e longa vida pra vocês”!
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