Novo Hamburgo –

Estava com os três músicos da banda Corujazz, experimentando uma bebida russa feita com beterraba ou pão, levemente fermentada (uma delícia). Os três se preparavam para sua apresentação, ontem, perto das 11hs, no evento “Feira Viva”, na Praça da Bandeira, frente à Câmara Municipal, à Delegacia de Polícia e à Biblioteca Pública Municipal. Um deles se voltou para o local onde já estavam seus instrumentos e suspirou:

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– Que maravilha este Coreto! Imagina! Um lugar para apresentações…

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E era – e é – verdade. Que maravilha, também, a Praça, que está linda, com muitas árvores e recantos super agradáveis.

Que maravilha também esta feira, surgida inteiramente da vontade e da potencialidade comunitárias.

Maravilha de proposta: Consumo Responsável; Agroecologia; Cultura Local; Espiritualidade!

Pouco antes, eu estava conversando com o Alexandre Reis, artista plástico de imenso talento, sobre seus desenhos de mandalas, que está produzindo por uma ninharia de dez pilas, só para ajudar as pessoas a meditarem.

Falamos sobre a necessidade de as pessoas descobrirem que estão aqui, neste mundo, perceberem sua própria existência na praça, na cidade, no planeta e no universo. Que muita gente vive se esforçando para “Chegar Lá”, sem se dar conta sequer de que “Está Aqui”.

Lembrei que, quando estava vindo, passei pela Pedro Adams Filho, na velocidade regulamentar – abaixo dos 40 km – para poder observar as pessoas. Atrás de mim, numa enorme Mercedez preta, um motorista buzinava, apressado. Pensei que, embora visivelmente endinheirado, o cidadão continuava com muita pressa, pois ainda não tinha “Chegado Lá”.

Bem, esta reportagem está meio estranha, mas contar estes casos, acontecidos rapidamente, ali na Feira Viva, mostra, exatamente, o quanto ela está Viva.

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