Novo Hamburgo –

É o que o Sindicato dos Professores Municipais de Novo Hamburgo está perguntando em seu blog

http://sindprofnh-noticias.blogspot.com.br/

O artigo observa que há quatro meses – desde que ficou conhecido o resultado das últimas eleições – o SindProfNH está pedindo um espaço na agenda da prefeita Fátima Daudt.

Tudo o que conseguiu foi uma reunião com a Secretária de Educação, professora Maristela Guasseli, sem nenhum encaminhamento concreto.

O SindProf observa que para se reunir com entidades patronais a prefeita não encontra dificuldades para abrir sua agenda:

Fica a pergunta: O governo mostrará a mesma disposição que tem demonstrado com o setor privado para com a categoria do magistério e com a educação como um todo?”

Dá pra notar que há uma ponta pulsante de ansiedade neste artigo. O SindProf, no entanto, já deu mostras muito claras de que não fica preso à ansiedade. Tem força de mobilização e é, de fato, representativo do pensamento e dos interesses – legítimos – dos trabalhadores na educação.

Eles já encontraram dificuldades para dialogar com os dois prefeitos anteriores – do PT, meu partido. Deu no que deu.

Pessoal e politicamente tenho discordâncias com a pauta de reivindicações dos professores municipais. Mas, se não houvesse pontos de divergência, pra que conversar?

Os professores estão dispostos a um diálogo construtivo e transparente.

Mas observam que há urgência. E de fato há. Faltam apenas dois meses para o próximo reajuste salarial.

Acredito que é do interesse da Sociedade hamburguense, das crianças, dos pais, que este diálogo aconteça o quanto antes e se desenvolva de forma transparente.

A prefeita tem representatividade pequena, embora maior do que a dos que perderam a eleição. Mas é possível ampliar a representatividade através do diálogo. E o que ela representa também merece respeito e consideração.

É compreensível que ela tenha objeções à pauta dos professores, além de severos limites financeiros. Mas a Educação, especialmente no Brasil, é muito mais do que uma questão contábil. É uma questão estratégica… e de definição de prioridades.

Novo Hamburgo, aliás, tem uma rica história de decisões corajosas de prioridade para a educação, desde os tempos da educação comunitária concretizada pelos primeiros imigrantes luteranos até o corajoso projeto de inclusão da última gestão.

Só ganhou com isto.

Então, é desejável que se marque logo o início do diálogo. Tempo há. A prefeita não deixa de trabalhar sua imagem (o que é legítimo), acompanhando obras e ações da Prefeitura e posando para bonitas fotos.

qui-amor

A mais linda foto, porém, pode ser a de sua reunião com os professores.

Na minha opinião, é o que Novo Hamburgo mais deseja.

PARA ALÉM DOS PRECONCEITOS

Às vezes a gente passa um desconforto, mas tem que dar o braço a torcer. Se tem um cara que eu torcia pra não se eleger prefeito de Novo Hamburgo, foi o Leonardo Hoff, do PP. Por “n” razões e, vejo agora, também por alguns preconceitos.

Semana passada estive por um bom tempo na Câmara de Vereadores, conversando com eles mas, também, por dever de investigação, conversando com alguns servidores municipais. Aqueles com quem conversei parecem muito entusiasmados com as novas iniciativas da Mesa da Câmara. Acreditam que o trabalho deles também será mais valorizado e produtivo com as mudanças que estão sendo propostas.

Nestas conversas informais, de repente, espontaneamente e com a aprovação dos colegas que ouviam a conversa, umx servidorx me diz que “participação assim, como esta que está acontecendo, só vi quando o Leonardo Hoff foi presidente”.

Como??? – quase tonteei de surpresa !!!

– “É…” – continuou – eu sei que o senhor deve estar surpreso, mas o Leonardo Hoff fez uma gestão muito democrática e participativa na Câmara. Valorizou muito os funcionários. Chegou a promover servidor que tinha posição política bem diferente da dele… “

Digo a vocês que continuo fazendo restrições sérias à atuação política do Hoff. Mas, é um dever de honestidade fazer o registro. Melhor confessar o desconhecimento e o próprio preconceito, do que ser desonesto com meus leitores. Omitir a informação que recebemos e nos parece de fonte muito confiável equivale, simplesmente, a mentir.

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