Novo Hamburgo –

Fui ontem à primeira sessão ordinária da Câmara de Vereadores. Informação mais relevante, na minha opinião. O Sindicato dxs Professorxs de Novo Hamburgo encaminhou duas correspondências para expor sua pauta inicial de reivindicações ao Município de Novo Hamburgo.

A mesma que já foi entregue à Secretária da Educação, Maristela Guasselli.

O documento não foca no reajuste salarial. O foco é incluir na pauta da negociações outros pontos essenciais aos interesses da Categoria. O foco é o Plano de Carreira.

É de frisar: o sindicato não perdeu um único dia. Quer entrar forte na pauta política deste ano.

E já entrou.

Dois vereadores pediram cópias dos documentos para estudo mais detido: Professor Issur (do PP) e Gerson Peteffi.

ECONOMIA, ECONOMIA, ECONOMIA…

Assunto dominante na sessão da Câmara, ao lado da saúde e das pequenas farpas entre os vereadores (houve um interessante duelo entre o fleumático Enio Brizola (PT) e o agudo Serjão Hanich (PMDB), foi a necessidade de conter gastos.

Pululam sugestões de pequenas cortes, aqui e ali, como a regulamentação das diárias. Quando se trata de dinheiro público, cada centavo poupado é importante. Parabéns a todos que tomaram iniciativas concretas.

No entanto, são economias de cafezinho. Tem que cuidar pra não cair na antiga armadilha de economizar no cafezinho para que não falte para o champanhe. É preciso de medidas também para economizar no champanhe.

MAIS DEMOCRACIA

Muito bom também o fato de ter sido aprovado projeto de Resolução da Mesa, determinando que sejam públicas as reuniões das Comissões Permanentes. O projeto teve o cuidado – essencial – de prever situações específicas, em que o tema pode expor indevidamente a privacidade dos cidadãos.

Saúdo a iniciativa e a decisão. Mais transparência, diálogo e olho no olho. É o que estamos precisando. Muito.

Também estou curioso para ver o Planejamento Estratégico. Acredito que trará novidades relevantes, tanto na busca de aprofundar a participação democrática na vida do Legislativo como na busca de economia (não só como redução de gastos, mas também e especialmente como criação de valores e aproveitamento de recursos).

OUTRAS ECONOMIAS

Uma das coisas que poderiam (deveriam, na minha opinião) mudar, na Câmara, é o formalismo burocrática das sessões. Controlando este formalismo, sem perder o necessário rigor institucional dado ao fluxo das informações oficiais:

se obteria mais qualidade nos debates;

se combateria o desperdício (até cruel) de energia e TEMPO, de dezenas de pessoas; 

pequenas, mas nunca desprezíveis, economias operacionais.

A sessão de ontem começou às 14h e alguns minutinhos. A ordem do dia começou apenas às 16h05. Duas horas depois. Destas duas longas horas, no máximo 30 minutos foram destinados a temas relevantes, mesmo que relativos ao funcionamento interno da Câmara.

Os outros 90 minutos, foram gastos na leitura interminável de requerimentos e pedidos de providências que poderiam simplesmente ser distribuídos impressos, com antecedência a cada gabinete e, no local, a quem neles tivesse interesse.

A votação dos requerimentos bem poderia ser feita em bloco. No caso de necessidade de discussão de algum ponto em especial, bastaria o vereador interessado solicitar atenção específica.

Quando se fala em atividade coletiva, como é uma sessão da Câmara, o tempo deve ser medido também de forma coletiva. Havia no mínimo 60 pessoas presentes à sessão de ontem. Os 90 minutos desperdiçados, multiplicados por 60, equivalem a 5.400 minutos ou… a NOVENTA HORA de trabalho.

QUASE QUATRO DIAS de trabalho gastos em ouvir palavras (que poucos escutam) e bocejos.

Para quem preza por técnica de gestão do trabalho, isto não deve ser irrelevante.

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