Novo Hamburgo –

Não acho que a prefeita de Novo Hamburgo, Fátima Daudt, tenha sofrido uma derrota neste episódio do show de R$ 44 mil, da Família Lima, contratado – e já cancelado – para um congraçamento da Secretaria de Educação – SMED – com as professoras e professores da rede municipal pública.

Mas, certamente, deixou de ganhar. E já expôs seu calcanhar de Aquiles.

Ao anunciar o cancelamento do show, deu uma desculpa esfarrapada, de que a Junta Financeira determinou o cancelamento porque a despesa comprometeria “o fluxo orçamentário e financeiro neste início de exercício”.

Ganharia se reconhecesse que a forte reação crítica da cidadania, especialmente através das redes sociais, alertou a prefeita para o equívoco que estava sendo cometido.

Meu entendimento é que a prefeita acreditava sinceramente que traria uma “nova” política para a Administração Pública de Novo Hamburgo, formando uma equipe de perfil técnico e deixando cada secretário conduzir a administração de sua área, de acordo com seu conhecimento “técnico”.

Ora, foi justamente o que fez a Secretária de Educação. Repetiu um ritual de encontro com o magistério, no formato que já havia usado antes, quando ocupou o mesmo cargo, de 2005 a 2008. Agiu de acordo com suas convicções “técnicas” (estas aspas não pretendem ironizar o entendimento da Secretária, mas observar que podem existir convicções técnicas divergentes).

O problema é que há dez anos passados, pouco se contestava cada ato de governo. Pouquíssimo se acompanhava cada despesa realizada. Hoje isto é do cotidiano. E esta é a grande novidade na política.

A qualificação técnica é relevante, sim, mas devo observar dois pontos.

1) Não existe técnica neutra, nem absoluta. Até no futebol, o que acontece em campo é o enfrentamento entre proposições técnicas diferentes.

2) Isto nem é tão novo. O prefeito Alceu Mosmann já fez um governo em que valorizou ao extremo o conhecimento técnico de sua equipe, de 1969 a 72 (lá se vai quase meio século) e suas realizações (Feevale, planejamento do desenvolvimento urbano…) ainda são determinantes na vida da cidade.

O que é realmente novo é o nível de participação que a cidadania está exigindo e exercendo.

Participação popular, aliás, também não é sinônimo de rumo certo. O senso comum nem sempre se embasa em informações consistentes e em pensamento elaborado. Tampouco é necessariamente equivocado. O que importa é que se manifesta, hoje, com força que não se conhecia antes.

Saber dialogar com ele, sem a ilusão de que é a porta da sabedoria perfeita, mas lhe dando o devido respeito, é a chave da política nos novos (verdadeiramente novos) tempos que estamos vivendo.

UMA CORONA, PELA AMÉRICA E PELA PAZ!

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Uma maravilha o vídeo em resposta às atitudes prepotentes do presidenteco loiroso que se enfiou na garganta norte-americana. https://www.youtube.com/watch?v=SuLEu-nwd50

Viralizou.

É tão bonito e, ao mesmo tempo, tão no rim, que até eu, que não sou nada entusiasta da cerveja, vou beber uma Corona mexicana. Foi a marca que patrocinou o vídeo.

Começa com uma pergunta, em inglês: “Great again?” (Grande, de novo?), em referência ao principal slogan de campanha do Troglodita Trump…oso: “America Great Again!”

Em seguida, vai mostrando imagens belíssimas do povo latino-americano e das paisagens naturais do continente, informando que a América É grande: tem mais de um bilhão de habitantes, vai do Polo Sul ao Polo Norte, é mestiça e multicultural.

O ponto alto é quando contesta o direito do Troglodita usar o nome do continente para propor sua política exclusivista, excludente e discriminatória:

CHEGA DE USAR NOSSO NOME PARA GERAR DIVISÕES”

Ao final, dá a primeira marretada para destruir mais um muro, este, cuja construção nem começou, e convida, a todos nós (aqui, em gauchês):

TE DESFRONTEIRIZA, TCHÊ!” (*)

(*) A ilustração mostra toda a inteligência marqueteira da Corona, relacionando o novo vídeo com a linguagem que a marca vinha usando em sua comunicação.

A VERDADEIRA COMPETIÇÃO INTERNACIONAL

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A indústria de base (aquela que dá sustentação a qualquer processo de desenvolvimento econômico) brasileira está literalmente APAVORADA com os rumos do governo golpista (é este meu entendimento) do usurpador Michel Temer:

Plataformas e até siderúrgica chegam inteiras ao país, e já montadas, sem gerar um único emprego no Brasil. Empresas brasileiras são proibidas de participar de concorrências”…

Esta é a denúncia assinada por entidades como a Associação Brasileira de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), a Federação Nacional dos Engenheiros e o Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, em reunião que contou também com a participação da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Engenharia e do Desenvolvimento Nacional.

A articulação do capital produtivo com a inteligência é uma reação à política econômica do atual governo, cujas ações apontam para o objetivo de destruir as possibilidades de desenvolvimento independente e de competição internacional no campo em que ela realmente acontece.

Ou alguém acha que na Era do Conhecimento a real competição é por salários baixos, minério de ferro e farelo de soja?

Quer saber mais? http://valepensar.net/empresarios-veem-o-golpe-enterrar-industria/

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