PRA REPRESSÃO, EU DIGO NÃO

Onde já se viu, descolorir a cidade?

Não restam espaços pra flores.

A propaganda polui os olhos,

esconde a vida real, sufoca amores.

A cidade já é floresta morta.

Arte de rua é voz de gente quase.

As cores tornam a vida mais suave,

enquanto o concreto invade nossa porta.

Já não tem espaço pra pisar o pé no chão.

O povo pinta pra descarregar a vibração.

O povo pinta pra retratar a situação.

Pra repressão, contra qualquer forma de arte, eu digo não!”

Alessandro Mosiah é músico, poeta, compositor, militante da inquietação e amante do povo brasileiro. Toca em bares, sozinho, no acústico, com amigos e também com uma banda sensacional, a “Arapuca Brasil”.

No poema acima – que posso apostar, vai virar música – ele denuncia a destruição de grafites na São Paulo atucanada e explica porque – porque – o povo pinta nas paredes das cidades.

Foi o vencedor da edição 2016 do Festival da Nossa Música, com “A Bandeira”, um libelo contra a injustiça social e, ao mesmo tempo, um embalo poderoso, afro Brasil.

Grande pessoa! Um arteiro teimoso de NH…

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