Detesto elogiar adversários políticos. Dá um troço gozado na gente, né?…

mas o “estrômbago” se torce todo mesmo é quando os olhos embestam de negar o que é evidente…

e eu tenho que elogiar o time de marketing (os caras sabem!) da prefeita 20 por cento dos eleitores da NOSSA Novo Hamburgo, Fátima Daudt… apor respeito aos meus leitores…

até em razão da qualidade da informação que ofereço a estes leitores (raros, mas também na qualidade – eh eh eh!).

Afinal, a Comunicação Pública, especialmente num tempo em que é exatamente neste campo que acontecem as mais ferozes e decisivas disputas políticas, em todo o mundo, deve ser preocupação central da cidadania (**) e (***).

Reparem na beleza e na inteligência do logo que passa a identificar o novo governo da cidade. Bonito e cheio de significados importantes (chega ao requinte de usar fontes que transmitem a ideia do feminino, valorizando o fato de uma mulher estar no comando da administração municipal).

Bem, isto é verdade do ponto de vista de sedução político-eleitoral, mas também é verdade do ponto de vista – muito importante – do estímulo ao amor próprio da cidade.

Esta dualidade, aliás, pode ser a chave do futuro.

Este jeito “novo” de ser… será realmente novo? Ou será a repetição da velha velharia de botar roupinha nova num zumbi?

A “Comunicação Pública” vai continuar a ser usada com intenções político-partidárias, como foi também no governo do meu partido, o PT, e tem sido desde mil novecentos e muito antigamente?…

ou vai ser focada em informar e mobilizar a cidadania?

E esta cidadania… vai ser vista apenas como a da gente de sorrisos e corações sofisticados ou vai incluir “os pretos pobres e os brancos quase pretos de tão pobres (****)”, que gostam de rap, samba, funk e música sertaneja?

Vou dizer o que um opositor não devia dizer: a prefeita Fátima me parece realmente decidida a fazer coisas realmente novas na administração de Novo Hamburgo.

O velho, porém, nunca deixa de nos acompanhar. Até porque nem sempre o que é velho é ruim. Ou alguém acha inteligente jogarmos fora toda a experiência legada por nossos pais e avós? 

E esta é a questão essencial. O que realmente importa não é ser “o novo” ou “o velho”. Estes dois sempre estarão presentes em nossas vidas. 

O que importa, na vida política, continua sendo: o governo de quem, por quem e para quem?

(*) … o título deste artigo também poderia ser: “SERÁ O VELHO NOVO, DE NOVO?”

(**) … e aí também merece atenção muito especial a grana a ser investida, o volume, a destinação e os critérios.

(***) … não seria o caso de esta política de comunicação ser discutida amplamente com a Câmara de Vereadores e com toda a sociedade, através de Audiências Públicas?

(****) Caetano Veloso e Gilberto Gil.

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